Wilson Lima anuncia redução em focos de calor após reforço de efetivo e ações na região metropolitana de Manaus

 

Wilson Lima anuncia redução em focos de calor após reforço de efetivo e ações na região metropolitana de Manaus

 


 

 

Governador fez balanço de ações durante reunião do Comitê de enfrentamento à Estiagem e anunciou encontro com vice-presidente Alckmin nesta quarta

 

O governador Wilson Lima anunciou, nesta terça-feira (17/10), redução no número de focos de calor após reforço no efetivo para combater incêndios na região metropolitana de Manaus. Entre os dias 8 e 10 de outubro, foram registrados só nessa área 415 focos de calor, ocorrências que caíram para 28 entre os dias 11 e 15 deste mês.

 

“A gente tem um conjunto de situações, primeiro essa ação que se intensificou e também as chuvas que caíram nos últimos dias ajudaram a diminuir sensivelmente a questão desses focos de calor aqui na região metropolitana”, avaliou Wilson Lima.

 

O balanço sobre a redução de focos de calor foi apresentado durante reunião do Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Situação de Emergência Ambiental, instituído e liderado pelo governador. Na ocasião, Wilson Lima também anunciou que se encontrará, nesta quarta-feira (18/10), com o vice-presidente Geraldo Alckmin.

 

“Conversei ontem (16/10) com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e amanhã nós vamos ter uma reunião em Brasília, juntamente com outros ministros que estão tratando dessa questão da estiagem aqui no estado do Amazonas, para apresentarmos um status de como é que o estado está hoje, das ações que já foram feitas, e aí o vice-presidente deve fazer alguns outros anúncios”, informou Wilson Lima.

 

O governador também disse que conversou, por telefone, com o ministro Sílvio Costa (Portos e Aeroportos) que garantiu que, nos próximos dias, começam os trabalhos de dragagem no trecho do rio Amazonas, conhecido como Tabocal, próximo a Itacoatiara (a 176 quilômetros da capital), por onde passam navios com insumos para a Zona Franca de Manaus.

 

Participaram da reunião do Comitê, além do governador, o vice-governador Tadeu de Souza, o secretário executivo de Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, e outros secretários e gestores do Governo do Amazonas. Na ocasião, foram atualizadas as ações do Governo do Amazonas para minimizar o impacto da estiagem em áreas afetadas.

 

Focos de calor e incêndios

 

Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, setembro foi o mês mais seco do ano no Amazonas e a primeira quinzena deste mês de outubro também foi atípica, com o registro de 675 focos de calor do dia 1º ao dia 10.

 

“O governador fez uma força-tarefa e determinou que Secretaria de Segurança Pública, o Ipaam e o Corpo de Bombeiros tivessem uma atuação centralizada para conter os crimes ambientais e a gente teve como resultado do dia 11 até hoje, uma redução para 28 focos de calor”, disse Taveira.

 

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, de 12 de julho a 15 de outubro já são 2.386 incêndios combatidos no estado, sendo 695 na capital e 1.691 no interior.

 

Boletim

 

Conforme boletim diário - uma das medidas do comitê - divulgado na manhã desta terça-feira, 57 municípios já estavam em situação de emergência e três em alerta, afetando 138 mil famílias, aproximadamente 557 mil pessoas. Além disso, cerca de 6 mil alunos estão afetados pela estiagem.

 

Com relação à ajuda humanitária, 40 mil cestas básicas estão entregues, em trânsito ou prontas para entrega pelo Governo do Amazonas, por meio da Defesa Civil, em parceria com Exército e Marinha. O Estado também segue com entregas de alimentos do Merenda em Casa, com mais de 2,2 mil kits já entregues.

 

O rio Negro continua em descida, após registrar a maior vazante da história. Nesta terça-feira, chegou à cota de 13,49m. Em Tabatinga (a 1.108 quilômetros da capital), o rio Solimões registrou 11 cm de subida, de segunda para terça, reflexo das subidas dos rios peruanos Maranon e Ucaialy.

 

Ainda nesta segunda, a Hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, voltou a operar devido ao aumento no volume de água vindo dos rios das cabeceiras, provocado pelas últimas chuvas. A Usina estava sem operar desde 1º de outubro.

 

Os dados podem ser acompanhados no Painel do Clima (www.paineldoclima.am.gov.br), lançado pelo Governo do Amazonas para informar sobre as ações de monitoramento, combate e prevenção aos fenômenos climáticos no estado.

 

Fotos: Diego Peres e Artur Castro / Secom

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